Parasitas em cães: prevenção e tratamento
A saúde do seu cão depende diretamente de cuidados preventivos contra parasitas. Esses organismos indesejados podem comprometer seriamente o bem-estar do pet. Podem causar não apenas desconfortos leves, mas também doenças graves.
Então, entender como prevenir e tratar infestações parasitárias é fundamental para garantir uma vida longa e saudável ao seu melhor amigo. Compreender como os parasitas agem, quais são os sinais de infestação e quais medidas adotar é essencial para garantir a saúde do cão e a tranquilidade dos tutores.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender tudo sobre os parasitas mais comuns, os produtos preventivos disponíveis e a importância de uma rotina adequada de cuidados.
O que são parasitas em cães?
Os parasitas são organismos que vivem às custas do hospedeiro, alimentando-se de seu sangue ou nutrientes. Em cães, eles podem ser classificados em dois grandes grupos: parasitas externos e parasitas internos. Enquanto os externos afetam principalmente a pele e a pelagem, os internos comprometem órgãos e sistemas vitais. Dessa forma, ambos exigem atenção constante e prevenção adequada.
Principais parasitas que afetam os cães
Os parasitas são uma das principais causas de desconforto, doenças e queda na qualidade de vida em cães. Embora muitas vezes passem despercebidos no início, esses organismos podem provocar problemas sérios quando não são prevenidos ou tratados corretamente.
Pulgas: pequenos invasores persistentes
As pulgas são parasitas externos extremamente comuns que se alimentam do sangue dos cães. Uma única pulga fêmea pode colocar até 50 ovos por dia, transformando uma infestação pequena em um problema grave rapidamente. Além do desconforto, as picadas podem causar dermatite alérgica, uma reação intensa que leva o cão a coçar-se compulsivamente, provocando feridas e perda de pelo.
Além disso, pode causar anemia, especialmente em filhotes e cães idosos. Ainda mais, as pulgas atuam como vetores de outros parasitas internos (como a tênia), o que torna a infestação ainda mais prejudicial quando não tratada rapidamente.
O ciclo de vida das pulgas inclui ovos, larvas, pupas e adultos. Apenas os adultos vivem no cão, enquanto os estágios imaturos se desenvolvem no ambiente doméstico, em tapetes, frestas de pisos, camas e sofás. Por isso, o controle eficaz exige tratamento tanto do animal quanto do ambiente.
Carrapatos: vetores de doenças graves
Os carrapatos são aracnídeos que se fixam na pele do cão para sugar seu sangue. Além do incômodo direto, esses parasitas são vetores de doenças sérias como erliquiose, babesiose e doença de Lyme. A erliquiose, por exemplo, pode causar febre, apatia, perda de apetite e, em casos graves, problemas de coagulação sanguínea.
Diferentemente das pulgas, os carrapatos são mais visíveis quando fixados na pele, aparecendo como pequenas protuberâncias escuras. Frequentemente, preferem áreas com menos pelos, como orelhas, entre os dedos, pescoço e região da barriga.
Um único carrapato fêmea pode depositar milhares de ovos no ambiente, perpetuando o ciclo de infestação. Portanto, ao identificar um carrapato no cão, é fundamental removê-lo corretamente e iniciar medidas de controle ambiental e preventivo.
Vermes intestinais e outros parasitas internos: ameaças invisíveis
Os parasitas internos compreendem diversos tipos de vermes que afetam o trato gastrointestinal dos cães principalmente, além dos pulmões e coração. Eles prejudicam a absorção de nutrientes, levando ao emagrecimento, fraqueza e alterações intestinais. Os mais comuns são:
- Ancilostomídeos → Também conhecidos como lombrigas, esses vermes redondos se fixam na parede intestinal e se alimentam de sangue. Bem como, causam anemia, diarreia com sangue, fraqueza e podem ser fatais em filhotes se não tratados.
- Ascarídeos → Esses vermes cilíndricos podem atingir até 18 centímetros de comprimento. Filhotes podem se infectar através da placenta ou do leite materno. Os sintomas incluem barriga inchada, vômitos (às vezes com vermes visíveis), diarreia e pelagem opaca.
- Tênias → São vermes chatos segmentados transmitidos pela ingestão de pulgas contaminadas principalmente. Os segmentos da tênia são frequentemente visíveis nas fezes ou ao redor do ânus do cão, parecendo grãos de arroz.
- Giárdia → Esse protozoário microscópico causa diarreia persistente, muitas vezes com muco. É especialmente comum em ambientes com muitos cães, como abrigos e canis.
- Vermes do coração (dirofilariose) → São transmitidos por mosquitos. Esses vermes se instalam no coração e nos pulmões, podendo causar insuficiência cardíaca, tosse crônica e, eventualmente, morte. A prevenção é essencial, pois o tratamento é complexo e arriscado.

Produtos preventivos disponíveis no mercado
Atualmente, existem diversos produtos que preventivos contra parasitas externos e internos, desenvolvidos para facilitar a rotina dos tutores. Esses produtos ajudam a evitar infestações e reduzem significativamente os riscos associados aos parasitas. Entre os principais, destacam-se:
Antiparasitários tópicos (spot-on)
As pipetas ou ampolas spot-on antipulgas e carrapaticidas são aplicadas diretamente na pele do cão, geralmente entre as escápulas. Dessa forma, o princípio ativo se espalha pela camada oleosa da pele, oferecendo proteção por aproximadamente 30 dias. O medicamento atua contra pulgas, carrapatos e, em algumas formulações, mosquitos transmissores da dirofilariose.
- Vantagens → Sobretudo, tem a praticidade na aplicação, eficácia comprovada e amplo espectro de ação. Produtos como fipronil, selamectina e imidacloprida são amplamente utilizados e seguros quando aplicados corretamente.
- Cuidados → Evite dar banho no cão 48 horas antes e depois da aplicação, pois a água pode reduzir a eficácia do produto. Da mesma forma, mantenha crianças e outros animais afastados até que a região de aplicação esteja seca.
Comprimidos orais
Os antiparasitários orais ganharam popularidade por sua praticidade. Administrados mensalmente ou trimestralmente, dependendo do princípio ativo, protegem contra pulgas, carrapatos e alguns tipos de vermes. Produtos à base de fluralaner, afoxolaner ou sarolaner oferecem proteção prolongada e são eficazes mesmo em cães que tomam banho frequentemente.
- Vantagens → não há risco de contato direto com o produto por parte de crianças ou outros animais, e a eficácia não é comprometida por banhos.
- Considerações → alguns cães podem ter dificuldade para ingerir comprimidos, e raramente podem ocorrer reações adversas como vômitos ou diarreia.
Coleiras antiparasitárias
Coleiras impregnadas com substâncias repelentes e inseticidas liberam gradualmente os princípios ativos, oferecendo proteção contínua por períodos que variam de 4 a 8 meses. Principalmente, são úteis contra carrapatos e alguns tipos de mosquitos transmissores de doenças.
- Vantagens → Possuem longa duração e praticidade, sem necessidade de aplicações mensais.
- Limitações → Alguns cães podem apresentar reações alérgicas locais. Além disso, a coleira perde eficácia se ficar constantemente molhada. Cães que nadam com frequência podem não se beneficiar plenamente deste método.
Vermífugos específicos
Os vermífugos combatem parasitas internos e devem ser administrados regularmente, mesmo em cães aparentemente saudáveis. Produtos à base de praziquantel, pirantel, fenbendazol ou milbemicina são eficazes contra diferentes tipos de vermes já presentes e previnem novas infecções. Certamente, a vermifugação regular contribui diretamente para a saúde intestinal e o fortalecimento do organismo do cão.
A frequência de vermifugação varia conforme a idade e o estilo de vida do cão. Assim, filhotes devem ser vermifugados a partir das duas semanas de idade, repetindo o procedimento a cada 15 dias até os três meses. Cães adultos requerem vermifugação a cada três a seis meses. Porém, cães que vivem em áreas rurais, têm acesso a ambientes com outros animais ou comem presas podem necessitar de vermifugação mais frequente.
Prevenção contra vermes do coração
A infestação por vermes do coração (dirofilariose) requer prevenção específica através de medicamentos administrados mensalmente. Produtos como ivermectina, milbemicina ou moxidectina são eficazes quando usados continuamente. É fundamental realizar um teste para verificar se o cão já não está infectado antes de iniciar a prevenção, pois administrar preventivos em um cão positivo pode causar reações graves.

Reconhecendo os sinais de infestação por parasitas
Identificar os sinais de parasitas em cães é essencial para agir rapidamente. Embora os sintomas variem conforme o tipo de parasita, alguns sinais são bastante comuns. O ideal é procurar um veterinário o quanto antes. Dessa forma, o tratamento será mais eficaz e seguro.
Sintomas de infestação por pulgas e carrapatos
A presença de parasitas externos geralmente se manifesta através de sinais visíveis e comportamentais. Portanto, fique atento a:
- Coceira intensa e frequente → O cão se coça constantemente, morde a própria pele ou se esfrega em superfícies. A coceira pode ser tão intensa que causa feridas autoinfligidas.
- Presença de “sujeirinha preta” na pelagem → Você pode notar pequenos pontos pretos do tamanho de grãos de areia ao pentear o cão, especialmente na região do dorso e próximo à cauda. São excrementos de pulgas. A confirmação se dá ao colocar esses pontos em um papel toalha úmido. Assim, se ficarem avermelhados, são fezes de pulga contendo sangue digerido do seu cão.
- Áreas avermelhadas ou com perda de pelos → A dermatite alérgica à picada de pulga causa vermelhidão, crostas e queda de pelo, principalmente na base da cauda e na região lombar.
- Carrapatos visíveis → Você pode sentir pequenas protuberâncias na pele ao acariciar o cão que são carrapatos fixados. Uma dica essencial é verificar sempre o animal após passeios em áreas de mato ou parques.
- Palidez nas mucosas → Infestações graves podem causar anemia, tornando as gengivas e a parte interna das pálpebras mais pálidas que o normal.
Sintomas de verminoses
Os parasitas internos frequentemente causam sinais mais sutis, mas igualmente importantes:
- Alterações nas fezes → Diarreia persistente, presença de sangue, muco ou até mesmo vermes visíveis nas fezes são sinais claros de infestação. Por vezes, segmentos de tênia podem aparecer como pequenos grãos de arroz, às vezes ainda se movendo.
- Vômitos → Cães com grande quantidade de vermes podem vomitar, ocasionalmente expelindo vermes junto com o conteúdo estomacal.
- Abdômen distendido → A barriga pode ficar visivelmente inchada devido à quantidade de vermes no intestino ou ao acúmulo de gases. Frequentemente, acontece em filhotes.
- Perda de peso apesar de apetite normal → Os parasitas competem pelos nutrientes ingeridos, fazendo com que o cão emagreça mesmo comendo adequadamente.
- Pelagem opaca e sem brilho → A deficiência nutricional causada pelos vermes se reflete na qualidade da pelagem.
- Comportamento de “arrastar o bumbum no chão” → Embora possa indicar problemas nas glândulas anais, este comportamento também sugere irritação causada por parasitas na região perianal.
- Tosse crônica e cansaço fácil → O cão apresenta tosse persistente, dificuldade respiratória e intolerância a exercícios no caso de vermes do coração.
- Anemia e fraqueza → Parasitas que se alimentam de sangue, como ancilostomídeos e vermes do coração, podem causar anemia grave. À vezes, manifesta-se por letargia, fraqueza e mucosas pálidas.

A importância da vermifugação regular
A vermifugação periódica é uma das estratégias mais eficazes no combate aos parasitas internos. Muitos tutores acreditam erroneamente que apenas cães com sintomas precisam ser vermifugados, mas esta abordagem é equivocada. Mesmo cães que vivem dentro de casa estão expostos a esses parasitas, seja pelo contato com o solo, outros animais ou até objetos contaminados.
Benefícios da vermifugação preventiva
- Proteção contínua → Manter um calendário regular de vermifugação impede que as infestações se estabeleçam, evitando danos cumulativos à saúde intestinal, hepática e geral do animal.
- Prevenção de zoonoses → Algumas verminoses caninas, como toxocaríase e ancilostomose, podem ser transmitidas para humanos, sobretudo para crianças. A vermifugação regular protege toda a família.
- Melhor absorção de nutrientes → O cão aproveita melhor os nutrientes da alimentação sem a competição dos parasitas. Portanto, mantém o peso adequado, pelagem saudável e boa disposição.
- Fortalecimento do sistema imunológico → As infestações parasitárias crônicas enfraquecem o sistema imune, tornando o cão mais suscetível a outras doenças também.
- Maior eficácia vacinal → Cães livres de parasitas respondem melhor às vacinas, desenvolvendo imunidade mais robusta.
Protocolo de vermifugação recomendado
- Filhotes → Devem ser vermifugados a partir da segunda semana de vida, repetindo a cada 15 dias até completarem três meses de idade. Logo depois, a vermifugação deve ser mensal até os seis meses.
- Cães adultos → A frequência varia conforme o estilo de vida. Cães urbanos que vivem em apartamento podem ser vermifugados a cada seis meses. Já cães com acesso a áreas externas, que convivem com outros animais ou têm hábitos de caça devem ser vermifugados a cada três meses.
- Cadelas reprodutoras → Devem ser vermifugadas antes do acasalamento e, em alguns casos, durante a gestação e lactação, sempre sob orientação veterinária, para evitar a transmissão de parasitas aos filhotes.
- Exames de fezes periódicos → É recomendável realizar exames parasitológicos de fezes pelo menos uma vez ao ano, mesmo com a vermifugação em dia. Estes exames identificam a presença de ovos ou cistos de parasitas, permitindo ajustes no protocolo preventivo.
Tratamento adequado das infestações parasitárias
Se você identificou sinais de infestação no seu cão, o primeiro passo é consultar um veterinário. Ademais, um diagnóstico profissional é fundamental para identificar corretamente o tipo de parasita e escolher o tratamento mais adequado e seguro.
Tratamento de pulgas e carrapatos
O tratamento de parasitas externos requer uma abordagem integrada:
- Tratamento do animal → Utilize produtos específicos conforme recomendação veterinária. Antiparasitários de ação rápida eliminam as pulgas e carrapatos adultos presentes no cão em poucas horas.
- Tratamento ambiental → Frequentemente, este é o ponto mais negligenciado e essencial. Lave todas as roupas de cama do cão em água quente, aspire tapetes, sofás e cantos da casa diariamente durante pelo menos duas semanas, descartando o saco do aspirador após cada uso. Todavia, use produtos específicos para tratamento ambiental que interrompem o ciclo de vida das pulgas, como sprays contendo reguladores de crescimento de insetos.
- Tratamento de outros animais da casa → Todos os pets devem ser tratados simultaneamente para evitar reinfestação.
- Remoção segura de carrapatos → Se encontrar carrapatos fixados na pele do cão, remova-os com uma pinça apropriada. Segure o mais próximo possível da pele e puxando firmemente para cima, sem torcer. Bem como, nunca use substâncias como álcool ou óleo para remover carrapatos, pois isso pode fazer com que regurgitem patógenos no cão. Descarte os carrapatos em álcool ou os queime. Nunca os esmague com os dedos.
Tratamento de verminoses
O tratamento de parasitas internos varia conforme o tipo identificado:
- Vermífugos de amplo espectro → Medicamentos como fenbendazol, pirantel e praziquantel são eficazes contra a maioria dos vermes intestinais comuns. O tratamento envolve doses diárias por três a cinco dias consecutivos.
- Tratamentos específicos → Por vezes, algumas parasitoses requerem protocolos diferenciados. A giardíase, por exemplo, pode necessitar de tratamento com metronidazol ou fenbendazol por períodos mais prolongados.
- Tratamento de suporte → Indicação do uso de fluidoterapia e suplementação nutricional é indicado em casos de infestações graves, principalmente em filhotes. Às vezes, até transfusão sanguínea em casos de anemia severa.
- Acompanhamento pós-tratamento → É recomendável realizar novos exames de fezes após duas a quatro semanas para confirmar a eliminação dos parasitas.
Tratamento da dirofilariose
O tratamento de vermes do coração é complexo, arriscado e caro, envolvendo medicamentos que matam os vermes adultos. Exige repouso absoluto para evitar complicações respiratórias e cardíacas causadas pelos vermes mortos e, acima de tudo, acompanhamento veterinário intensivo. Por isso, a prevenção é absolutamente prioritária neste caso.
Outras medidas importantes de prevenção
Além do uso de produtos específicos, algumas práticas reforçam a prevenção contra parasitas em cães:
Higiene e manejo ambiental
- Limpeza regular → Certamente, manter o ambiente limpo reduz drasticamente a população de parasitas. Aspire frequentemente, lave a cama do cão semanalmente e mantenha o quintal limpo. Recolha as fezes assim que o cão as fizer, se possível.
- Controle de roedores → Ratos e camundongos podem ser hospedeiros intermediários de alguns parasitas. Manter a casa livre desses animais ajuda na prevenção.
- Cuidado com áreas de risco → Evite que seu cão frequente áreas com alta infestação de carrapatos, como matagais densos, ou tome precauções extras nesses ambientes.
Cuidados com a alimentação
- Água limpa e fresca → Troque a água do cão diariamente e mantenha o recipiente sempre limpo. Água contaminada pode ser fonte de parasitas como giárdia.
- Evite alimentação com carne crua → Embora a dieta natural tenha adeptos, carne crua pode conter cistos de parasitas como toxoplasma e tênia. Se optar por este tipo de alimentação, congele a carne por pelo menos três dias a -20°C antes de oferecer ao cão.
- Impeça que o cão cace ou coma animais mortos → Roedores, aves e outros animais podem ser fonte de parasitas.
Cuidados durante passeios
- Poças ou riachos → Evite que o cão beba água fora de casa, principalmente de poças de água parada e riachos. Estas fontes podem estar contaminadas com protozoários e ovos de vermes.
- Desejos de outros animais → Não permita que cheire, lamba ou coma fezes e urina de outros animais. Sobretudo, esta é uma das principais formas de transmissão de parasitas. A dica é sempre levar sacos para recolher e descartar adequadamente as fezes do seu cão durante passeios.
- Verifique o cão após passeios → Vale a pena falar novamente sobre examinar todo o corpo do seu cão em busca de carrapatos após passear. Principalmente se visitou áreas com vegetação.
Check-ups veterinários regulares
Consultas preventivas permitem que o veterinário identifique precocemente qualquer sinal de infestação parasitária ou outros problemas de saúde. Levar pelo menos uma vez ao ano os cães adultos e semestralmente os filhotes e idosos. Contudo, a dica é conversar antes com o veterinário se pode levar amostras de fezes para exame parasitológico no dia da visita.

Parasitas e a saúde da família toda
Vale ressaltar que algumas parasitoses caninas representam riscos para a saúde humana, principalmente para crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas. Destacam-se entre as principais:
- Larva migrans cutânea → É uma infecção parasitária da pele causada pela penetração de larvas de ancilostomídeos (vermes caninos) no ser humano. Também conhecida como bicho geográfico, resulta em trajetos vermelhos, serpiginosos (em forma de serpente) e com coceira intensa na pele, especialmente em pés e pernas. A contaminação é através areia ou solo úmido por fezes de animais.
- Larva migrans visceral (LMV) → É uma infecção parasitária causada pela ingestão acidental de ovos de vermes de cães, levando as larvas a migrarem por órgãos internos como fígado, pulmões e cérebro. Como resultado, provoca inflamação, febre, tosse, dor abdominal e inchaço, principalmente em crianças.
- Larva migrans ocular (LMO) → É uma infecção ocular rara e séria, causada pela migração de larvas de vermes de cães para o olho humano. Assim, resulta em inflamação (uveíte, coriorretinite) e pode levar à perda de visão ou até cegueira. Às vezes, confunde-se com tumores como o retinoblastoma ao afetar crianças mais velhas e adultos jovens.
Manter o cão livre de parasitas não é apenas uma questão de bem-estar animal, mas também de saúde pública e familiar. Ensinar crianças a lavar as mãos após brincar com o cão ou na terra, usar sapatos em áreas potencialmente contaminadas e manter unhas curtas e limpas são medidas complementares importantes.
Conclusão: prevenção é o melhor remédio
Parasitas em cães são uma realidade com a qual todos os tutores precisam lidar. Porém, ela é perfeitamente gerenciada com informação, prevenção adequada e acompanhamento veterinário regular. O investimento em produtos preventivos de qualidade e a manutenção de um calendário de vermifugação são infinitamente menores que os custos emocionais e financeiros do tratamento de doenças parasitárias estabelecidas.
Ao manter seu cão protegido contra pulgas, carrapatos e vermes, você garante não apenas a saúde dele, mas também a qualidade de vida de toda a família. Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor, mais seguro e mais econômico caminho para manter seu melhor amigo saudável e feliz por muitos anos.
Conheça mais sobre as Raças Caninas.



